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A Árvore da Aprendizagem Ágil

Se você ainda não ouviu falar sobre Aprendizagem Ágil, este artigo é pra você.

E se quer saber mais sobre o tema, falo sobre ele no evento online gratuito Learning Experience Camp:
https://www.sympla.com.br/learning-experience-camp__1638810?token=8dfc155472942a1ea55d95c7eb79b577

Mas primeiro, sempre o porquê (parafraseando o Simon Sinek).
Tenho pesquisado sobre como podemos cocriar intencionalmente, e também nutrir uma cultura de aprendizagem em ambientes heterodirigidos (ambientes como escolas e empresas).
Minha pesquisa une esses dois contextos, porque sou fundadora e CEO de uma escola de idiomas para empresas, e de uma escola de aprendizagem para todos (@companhiadeidiomas e @verbify.oficial).

Gosto de uma metáfora que aprendi com o pessoal dos ALC (Agile Learning Center): a metáfora da árvore. Uma analogia simples que nos ajuda a lembrar um significado mais profundo.

E tudo isso tem a ver com aprendizado de idiomas – ou de qualquer coisa.

O SOLO

Na árvore ágil, representa o ambiente de Confiança.

Em algumas escolas, até hoje a autoconfiança é desencorajada, por conta de um ambiente com alto comando, controle e competição. Tudo para manter a ordem, a obediência, os bons resultados no ENEM e vestibular. Em algumas empresas, não é muito diferente. Mas estamos aqui, como educadores, profissionais de RH ou líderes, para ajudar as pessoas a superar algumas atitudes inconscientes que aprendemos na escola – e a manter algumas outras, que também aprendemos lá.

• Como, com as nossas atitudes e iniciativas, transformar espaços competitivos em colaborativos?

• Como estimular que as pessoas se mostrem como são, em suas imperfeições?

De onde eu vejo, a confiança só é construída com essas premissas, e a mudança de um ambiente acontece quando começamos em nós, e em cada indivíduo – com muito apoio aos que querem confiar.

O TRONCO

Representa a Comunidade.

• Como valorizar no grupo todos os saberes?

Escrever bons textos, ter raciocínio lógico, saber nutrir relações, fazer gráficos – as habilidades poderiam ser igualmente valorizadas, para que os aprendizes, confiantes de seus talentos, pudessem potencializar sua criatividade e autonomia.

• Como identificar e valorizar talentos aparentemente insignificantes para os resultados esperados pelos acionistas, mas fundamentais para a confiança individual e das relações?

• Como abrir espaços para que as pessoas possam florescer em suas potencialidades, sendo valorizadas não só quando conseguem os resultados esperados?

• E como nutrir espaços para que os saberes sejam compartilhados, extraindo e ampliando a sabedoria coletiva do grupo?

OS GALHOS

Assim como em uma árvore, há muitos galhos, diferentes entre si. Citando aqui apenas dois dos galhos:

• Jogo infinito – Como trazer o lúdico pras escolas, pras empresas e pra vida? Como podemos encarar o jogo de outro jeito, aprendendo a gostar de brincar, e não só de ganhar?

• Por quê? Porque, para mim, é urgente resgatar a brincadeira, o rir de si mesmo, o ajudar o outro, a alegria de fazer junto, e o tanto que aprendemos brincando – e que fomos nos esquecendo, pra sermos vistos como profissionais sérios. E também porque a gente só fica bom em algo quando pratica, só pratica errando, e só erra sem traumas quando se sente seguro.

• O papel do professor/treinador

Como substituir, gradualmente, o papel daquele que estuda, prepara, sabe, apresenta, explica, cobra, valida – por alguém que facilita, ouve, cria contextos para aplicarem as descobertas, apoia ao máximo quando necessário e interfere pouco quando não é?

AS FOLHAS

E, novamente, assim como em uma árvore, há centenas de folhas. São as ferramentas que usamos para organizar essa nova cultura. O Kanban é uma delas. E muitas que você conhece podem ser testadas e adaptadas, se elas contribuírem para que a confiança seja a base de tudo, o senso de comunidade seja cada vez mais forte, novas visões e papéis sejam acolhidos, e todos caminhem juntos para uma escola, empresa e sociedade compostas por pessoas que aprendam perguntando sem medo, e compartilhando com generosidade.

Quer conversar sobre este tema? Facilito uma conversa entre profissionais de T&D, gratuitamente, é só se inscrever: (11) 9 8146-7342.

Artigo escrito por Rose Souza para a revista VocêRH

Sobre Rose Souza

Fundadora e sócia-diretora da @companhiadeidiomas e da @verbify.oficial. Paulistana, empreendedora, professora e mentora. Hoje mora em Canela/RS, administra suas empresas com seus times pelo Brasil, e pesquisa temas como Arquiteturas de Aprendizagem, Aprendizagem Ágil, Metodologias Ativas e Gestão. Graduada em Letras/Tradução/Interpretação pela Unibero, Especialista em Gestão Empresarial, MBA pela FGV e PÓSMBA pela FIA/FEA. Foi professora por seis anos na Pós-Graduação ADM da FGV, quando morava em São Paulo. Colunista dos portais Exame.com, Aboutme e Você RH. Mentora voluntária do Projeto Pulsar da Fundação Everis-NTT DATA. Quer falar com ela? rose@companhiadeidiomas.com.br ou instagram @rosefsouza_

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