Hoje vamos falar sobre Aprendizagem Corporativa em Tempos de Excesso.
Vivemos um paradoxo curioso nas organizações. Nunca tivemos tanto acesso à informação, tantas plataformas, tantos cursos, apoio constante de ferramentas de IA — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil aprender de verdade.
As pessoas estão ocupadas, sobrecarregadas, alternando entre telas, reuniões e notificações. A gestão do tempo é frágil, o foco é disputado a cada minuto, e a aprendizagem acaba sendo empurrada para “quando der”, “quando sobrar um tempo”. Muitas empresas ainda tratam aprender como algo externo ao trabalho, quando, na verdade, o trabalho é um dos contextos mais potentes de aprendizagem que existem.
Ao longo de mais de duas décadas atuando com aprendizagem corporativa, design instrucional e neurociência aplicada, aprendi uma coisa essencial: as pessoas aprendem quando o aprender faz sentido, gera segurança, conexão e aplicação prática.
Na parte 1 deste artigo, compartilho duas estratégias comprovadas — pela ciência, pela prática e pela experiência em empresas — que aceleram a aprendizagem corporativa de forma realista e sustentável.
1. Aprender em ciclos curtos (o cérebro não foi feito para maratonas)
A ideia de “parar um dia inteiro para aprender tudo” não conversa bem com o funcionamento do cérebro adulto.
Hermann Ebbinghaus, ainda no século XIX, já demonstrava a chamada curva do esquecimento: quando não revisitamos um conteúdo, esquecemos grande parte dele rapidamente. O problema não é falta de capacidade — é falta de estratégia.
Microlearning, quando bem desenhado, respeita três princípios fundamentais da neurociência:
- Limite de atenção do cérebro adulto
- Redução da sobrecarga cognitiva
- Repetição espaçada ao longo do tempo
Aprender em blocos curtos, distribuídos ao longo da rotina de trabalho, não é “superficializar” o conteúdo. É aumentar a chance de retenção e uso real.
“Aprender não é um esporte para espectadores.”
— David Kolb, teórico da aprendizagem experiencial
Agora uma pergunta pra você tentar responder:
- Em sua empresa, as pessoas são convidadas a participar ativamente da aprendizagem — experimentando, testando, errando e refletindo — ou a maior parte das iniciativas ainda coloca os colaboradores no papel de espectadores de conteúdos e apresentações?
2. Aprender algo que possa ser usado imediatamente (relevância ativa o cérebro)
O cérebro aprende melhor quando entende por que aquilo é importante agora.
Conteúdos abstratos, genéricos ou distantes da realidade do trabalho têm pouca chance de serem consolidados pela memória. Já conteúdos que podem ser aplicados no mesmo dia — em uma conversa, decisão, reunião ou entrega — ganham relevância emocional e prática.
Do ponto de vista neurocientífico, isso envolve o hipocampo, estrutura ligada à consolidação da memória, que “decide” o que vale a pena ser armazenado a longo prazo.
Por isso, boas estratégias de aprendizagem corporativa:
- Partem de desafios reais
- Usam estudos de caso do próprio negócio
- Incluem simulações, role plays e prática guiada
“Adultos aprendem melhor quando a aprendizagem é centrada em problemas, e não em conteúdos.”
— Malcolm Knowles, referência em andragogia
Mais uma pergunta para você tentar responder:
- As ações de aprendizagem na sua organização partem de problemas reais do trabalho — aqueles que tiram o sono das pessoas — ou começam pela entrega de conteúdos que nem sempre se conectam aos desafios concretos do dia a dia?
Quer saber se a IA na Educação Corporativa é uma Revolução ou Ilusão: Leia este artigo
E como a Verbify pode apoiar sua empresa?
Se aprender requer participação ativa e engajamento, e se adultos aprendem melhor resolvendo problemas reais, então a pergunta final é:
- Como desenhar jornadas de aprendizagem que respeitem essas premissas — na rotina real, com pessoas reais?
Na Verbify, somos especialistas em desenhar jornadas de aprendizagem corporativa engajadoras, baseadas em neurociência, aprendizagem de adultos e prática no trabalho. Atuamos lado a lado com empresas que desejam transformar aprendizagem em resultado — e não apenas em horas de treinamento.
Além do desenho de jornadas, também conduzimos encontros online, ao vivo, com times, criando experiências práticas para ensinar as pessoas a aprender: com mais foco, relevância, troca e aplicação no dia a dia.
Se você quer repensar como sua empresa aprende — e como pode aprender melhor —, vamos conversar.
E se você quiser só responder as duas perguntas deste artigo, e trocar ideias com uma especialista, é só mandar suas respostas para mim:
Rose Souza
(11) 9 8146-7342
Uma boa jornada de aprendizagem começa com uma boa conversa.
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